quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Antimarxismo de Hitler prova que ele era de direita?

A esquerda nos diz que Hitler e o seu movimento Nacional Socialista eram de direita ou, para ser mais exato, de extrema-direita. Um dos argumentos mais frequentemente utilizados para sustentar esta alegação é o fato de que Hitler (e, por conseqüência, o Nacional Socialismo) era antimarxista. Ora, poderíamos descartar o argumento logo de início, pois o mesmo parte do falso pressuposto de que o marxismo é a única doutrina de esquerda que existe e que, portanto, qualquer que seja contrário a ela é, automaticamente, de direita. Tal pressuposto é falso porque, desde seu surgimento, a esquerda sempre contou com doutrinas políticas que não intentavam implantar o comunismo. Os jacobinos da época da revolução francesa (pré-marxistas, pode-se dizer) e os democratas americanos a partir dos 1920 são apenas alguns exemplos de esquerdistas que não podem ser chamados de marxistas, ainda que encontremos em suas doutrinas algumas semelhanças com a ideologia do pensador alemão.

Na realidade, contanto que uma pessoa preserve traços esquerdistas básicos (como, por exemplo, a crença de que o governo deve multiplicar suas funções e impostos, a fim de fazer “justiça social”) é perfeitamente possível que essa pessoa seja esquerdista e, ao mesmo tempo, uma opositora ferrenha do marxismo. Como? Vejamos. Eu, por exemplo, acredito que a teoria de Marx é impossível de se realizar na prática, tal como ele havia pensado. Ele imaginava uma espécie de “ditadura democrática”, na qual todo o proletário iria governar, e que seria temporária, dando lugar ao posterior comunismo. Para mim, é óbvio que isso não daria certo em hipótese alguma, porque o homem tende a abusar do poder e uma ditadura do proletariado certamente se tornaria uma ditadura de líderes que se dizem “representantes” do proletariado.

Assim, mesmo que eu fosse esquerdista (como, de fato, já fui, embora não o soubesse) provavelmente seria veementemente contrário ao marxismo, dada a minha crença na impossibilidade prática do mesmo. Ainda assim, eu poderia crer na capacidade do Estado de fazer justiça social, votar em candidatos trabalhistas, ser contrário ao livre mercado, querer mais intervenção governamental, lutar por mais empresas e serviços públicos e etc. De fato, a maioria dos esquerdistas atuais tem esse perfil. Não querem destruir o capitalismo. Querem apenas “domá-lo”.

Então, apontar Hitler e o Nazismo como antimarxistas em nada prova que eles eram de direita e não de esquerda. É preciso cavar mais fundo na questão. E eu acredito que uma boa forma de começar a cavar é indo até o livro em que Adolf Hitler expõe seus ideais nazistas, o Mein Kampf (Minha Luta). O que será que ele diz sobre o marxismo? Será que o livro deixa claro que Hitler era contra o marxismo, justamente porque era de direita? Vamos ver.
Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo.
Esse primeiro trecho é interessante porque dá a tônica para o restante do livro de Hitler. Conforme veremos, Adolf Hitler enxergava uma relação entre o movimento marxista, o movimento social-democrata (que, na época, era uma variante menos radical do marxismo) e o povo judeu. Ao longo do livro ele vai explicando esse ponto de vista e mostrando como chegou a essa conclusão.
[...] a atividade da social-democracia não me parecia antipática. Como esse movimento se preocupava em melhorar as condições vitais do operariado - como eu acreditava na minha ingenuidade de outrora - pareceu-me melhor falar a seu favor do que contra. O que mais me afastava da social-democracia era sua posição de adversária em relação ao movimento pela conservação do espírito germânico [...].
Na idade de dezessete anos, a palavra marxismo era-me pouco conhecida, enquanto socialismo e social-democracia pareciam-me concepções idênticas. Foi preciso, também, nesse caso, que o punho forte do destino me abrisse os olhos para essa maldita maneira de ludibriar o povo.
Aqui Adolf Hitler afirma que em sua juventude, ele não tinha nada contra o movimento social-democrata (a não ser o fato de que eles não eram nacionalistas) e que não conhecia o marxismo. Mas prepara o terreno para mostrar que sua concepção logo mudaria. É interessante ressaltar como ele mostra uma inclinação à esquerda julgar positiva a preocupação social-democrata com o proletariado. Não que a preocupação com trabalhadores seja monopólio esquerdista, mas um direitista jamais iria admirar a “preocupação” da esquerda com os mesmos, já que a “preocupação” esquerdista com os trabalhadores implica em ser contrário ao livre mercado e a favor do intervencionismo estatal. Então, já aqui começa a ficar claro que Hitler não se tornaria antimarxista por ser favorável às doutrinas econômicas de direita. Em outro ponto, Hitler afirma:
Vi diante de mim uma doutrina, constituída de egoísmo e de ódio, que, por leis matemáticas, poderá ser levada à vitória, mas arrastará a humanidade à ruína. Nesse ínterim, eu já tinha compreendido a ligação entre essa doutrina de destruição e o caráter de uma certa raça para mim até então desconhecida. Só o conhecimento dos judeus ofereceu-me a chave para a compreensão dos propósitos íntimos e, por isso, reais da social-democracia. Quem conhece este povo vê cair-se-lhe dos olhos o véu que impedia descobrir as concepções falsas sobre a finalidade e o sentido deste partido e, do nevoeiro do palavreado de sua propaganda, de dentes arreganhados, vê aparecer a caricatura do marxismo.
A relação que Adolf Hitler trava entre marxismo, social-democracia e o povo judeu começa a ficar mais explícita neste ponto. Perceba que Hitler fala em “propósitos íntimos e, por isso, reais da social-democracia”, o que quer dizer que o líder nazista era adepto de uma teoria da conspiração. Ele achava que a social-democracia, bem como o marxismo escondiam seus verdadeiros objetivos que estavam ligados, de alguma forma, a objetivos também escondidos do povo judeu. Ele continua em outra parte:
Pouco a pouco, compreendi que a imprensa social-democrática era, na sua grande maioria, controlada pelos judeus. Liguei pouca importância a esse fato que, aliás, se verificava com os outros jornais. Havia, porém, um fato significativo: nenhum jornal em que os judeus tinham ligações poderia ser considerado como genuinamente nacional, no sentido em que eu, por influência de minha educação, entendia essa palavra. 

Vencendo a minha relutância, tentei ler essa espécie de imprensa marxista, mas a repulsa por ela crescia cada vez mais. Esforcei-me por conhecer mais de perto os autores dessa maroteira e verifiquei que, a começar pelos editores, todos eram judeus. 
Examinei todos os panfletos sociais-democráticos que pude conseguir e, invariavelmente, cheguei à mesma conclusão: todos os editores eram judeus. Tomei nota dos nomes de quase todos os líderes e, na sua grande maioria, eram do "povo escolhido", quer se tratasse de membros do "Reichscrat", de secretários dos sindicatos, de presidentes de associações ou de agitadores de rua. Em todos encontravam-se sempre a mesma sinistra figura do judeu. Os nomes de Austerlitz, David, Adler, Ellenbogen etc., ficarão eternamente na minha memória. Uma coisa tornou-se clara para mim. Os líderes do Partido Social Democrata, com os pequenos elementos do qual eu tinha estado em luta durante meses, eram quase todos pertencentes a uma raça estrangeira, pois para minha satisfação íntima, convenci-me de que o judeu não era alemão.
Só então compreendi quais eram os corruptores do povo. Um ano de estadia em Viena tinha sido suficiente para dar-me a certeza de que nenhum trabalhador deveria persistir na teimosia de não se preocupar com a aquisição de um conhecimento mais certo das condições sociais. Pouco a pouco, familiarizei-me com a sua doutrina e dela me utilizava como instrumento para a formação de minhas convicções íntimas. Só então compreendi quais eram os corruptores do povo.
É preciso entender o raciocínio de Hitler dentro de seu contexto. Em sua época, os judeus estavam espalhados por toda a Europa. Havia realmente muitos judeus e nas mais diversas camadas sociais. Isso incomodava muitos europeus, que preservavam um espírito um pouco xenófobo. Deste modo, o pensamento anti-semita não era incomum e nem recente, mas vinha se desenvolvendo havia algumas décadas.

Não sabemos ao certo se havia algo mais que fazia Hitler odiar os judeus, mas é neste contexto de diversos judeus espalhados pela Europa e de xenofobia crescente, que Hitler começa a crer que existia um enorme plano maquiavélico judaico para dominar o mundo. A presença de judeus em diversas profissões e camadas sociais seria parte do plano. Cada qual estaria estrategicamente posicionado, infiltrando na cultura suas idéias, enriquecendo e tomando conta de espaços e trabalhos. Desta forma, social-democracia e marxismo seriam apenas dois instrumentos nas mãos dos judeus para alcançar sua meta suprema. Por isso, ele alerta:
Se o judeu, com o auxilio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana e, então, o planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter. A natureza sempre se vinga inexoravelmente de todas as usurpações contra o seu domínio. Por isso, acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.
Fica evidente que Hitler enxergava o marxismo e todas as suas variações como braços do plano judaico de dominação mundial. Era isso que o fazia ser contrário ao marxismo. E para ele, a sua conclusão era fruto de muito estudo, conforme afirma em outro ponto: 
Gradualmente o meu estudo me forneceu princípios graníticos para as minhas próprias convicções - tanto que desde então nunca pensei em mudar minhas opiniões pessoais sobre o caso. Fiz também um profundo estudo das ligações do marxismo com o judaísmo.
Conforme vai chegando ao fim do livro, Hitler vai se tornando cada vez mais enfático quanto a relação entre marxismo e judaísmo. Diz:
O marxismo, cuja finalidade última é e será sempre a destruição de todas as nacionalidades não judaicas, teve de verificar com espanto que, nos dias de julho de 1914, os trabalhadores alemães, já por eles conquistados, despertaram, e cada dia com mais ardor se apresentavam ao serviço da pátria. Em poucos dias, estava destruída a mistificação desses embusteiros infames dos povos. Solitária e abandonada, encontrava-se essa corja de agitadores judeus, como se não restasse mais um traço das loucuras inculcadas, durante mais de 60 anos, ao operariado alemão.
Sua concepção do assunto englobava tudo. Ele acreditava ter descoberto todos os enlaces do suposto plano judaico de dominação mundial. Ele fala, por exemplo, da questão econômica:
Comecei a aprender e compreender, só agora, o sentido e a finalidade da obra do judeu Karl Marx. Só agora compreendi bem seu livro - "O Capital" - assim como a luta da social-democracia contra a economia nacional, luta essa que tem em mira preparar o terreno para o domínio da verdadeira alta finança internacional.
O entendimento de Hitler sobre a economia marxista era mais ou menos assim: o judeu encenava que estava lutando a favor do proletariado e que colocaria a economia em suas mãos. Ao mesmo tempo desprezava nacionalidades, criando uma mentalidade internacionalista. A idéia era quebrar as fronteiras entre países para que quando o judeu, em qualquer país, dominasse a economia, tivesse facilidade de dominar a economia de outras partes do mundo, já que não nacionalidades não mais importam e a economia marxista deve ser uma só. A isso Adolf Hitler denominava “capitalismo internacional judaico”. Vejamos:
O que a chamada imprensa liberal fez antes da guerra foi cavar um túmulo para a nação alemã e para o Reich. Não precisamos dizer nada sobre os mentirosos jornais marxistas. Para eles o mentir é tão necessário como para os gatos o miar. Seu único objetivo é quebrar as forças de resistência da nação, preparando-a para a escravidão do capitalismo internacional e dos seus senhores, os judeus.
Em outro trecho, Hitler repete a dose:
Antes da guerra, a internacionalização dos negócios alemães já estava em andamento, sob o disfarce das sociedades por ações. É verdade que uma parte da indústria alemã fez uma decidida tentativa para evitar o perigo, mas, por fim, foi vencida por uma investida combinada do capitalismo ambicioso, auxiliado pelos seus aliados do movimento marxista.
Ainda em outro trecho é possível ler:
Se a fúria dos aproveitadores internacionais em Versalhes se dirigia contra o antigo exército alemão é que este era o último reduto das nossas liberdades na luta contra o capitalismo internacional. Não fosse essa força ameaçadora, a Intenção de Versalhes se teria realizado muito antes. O que o povo alemão deve ao exército pode-se resumir nesta palavra: tudo.
Hitler também fala em seu livro sobre como entendia a atuação dos judeus na imprensa. O seu raciocínio, embora fantasioso, não deixa de ser interessante. Ele cria que os judeus criavam uma aparência de luta entre burgueses e proletários, a fim de sempre ter a imprensa em suas mãos. Assim, se qualquer das classes, por algum motivo, perdesse uma batalha política, isso não iria afetar o plano judaico, pois na derrota de uma a outra permanecia. Ele escreve: 
A conduta dos representantes do governo [alemão] falhou [...]. De quando em vez, quando gravemente ofendidos, eles punham no xadrez algumas víboras jornalísticas [marxistas] por algumas semanas, ou mesmo meses, mas deixavam sempre o seu ninho em paz.
Tudo isso era a conseqüência, por um lado, da tática astuciosa dos judeus e, por outro, da conselheira estupidez ou da ingenuidade do mundo oficial. O judeu era esperto bastante para não consentir que toda a sua imprensa fosse, ao mesmo tempo, manietada. Uma parte da mesma estava sempre livre para acobertar a outra. Enquanto os jornais marxistas, da maneira mais baixa, combatiam o que de mais sagrado poderia parecer aos homens, investiam, pelos processos mais infames contra o governo e açulavam grandes setores da população uns contra os outros, as folhas democrático-burguesas dos judeus davam a aparência da mais notável preocupação com esses fatos, concentravam todas as suas forças, sabendo exatamente que os imbecis só sabem julgar pelas aparências, e jamais são capazes de penetrar no âmago das coisas. É a essa fraqueza humana que os judeus devem a consideração em que são tidos.

Um trecho interessante que mais uma vez demonstra o viés esquerdista de Hitler, mesmo sendo antimarxista, é quando ele começa a falar sobre como acreditava que se deveria agir contra a imprensa judaica. Afirma:
Um dia virá em que o judeu gritará bem alto nos seus jornais, quando sentir que uma mão forte está disposta a pôr fim a esse vergonhoso uso da imprensa, pondo esse instrumento de educação a serviço do Estado, retirando-o das mãos de estrangeiros e inimigos da nação. Acredito que essa empresa, para nós jovens, será menos incômoda do que o foi aos nossos pais. Uma granada de trinta centímetros fala mais alto do que mil víboras da imprensa judaica.
Neste trecho, o esquerdismo de Hitler é latente. Seu pensamento segue o molde de todas as doutrinas de esquerda. A esquerda se define pelo pressuposto básico de que o homem é capaz de resolver a crueldade e as injustiças sociais através de alguma ferramenta. Essa ferramenta quase sempre é o governo, que deve receber o máximo de funções possíveis, a fim de conquistar essa meta. A crueldade e as injustiças, por sua vez, são sempre causadas por inimigos que precisam ser combatidos. Assim, em todo governo esquerdista, sempre há uma luta apocalíptica entre o governo e os “inimigos” do bem-estar social.

O que difere as várias doutrinas esquerdistas uma das outras é a visão que cada uma delas possui sobre quem são os inimigos do bem-estar social. Para marxistas, os inimigos são os burgueses, os líderes religiosos e os conservadores. Para Adolf Hitler, no entanto, os inimigos eram os judeus, os estrangeiros que residiam na Alemanha, os negros, os deficientes e todos os que se afastavam do “perfil ariano”.

Então, perceba que Hitler define os inimigos do bem estar social, apresenta a mão forte do governo como a grande solução para o problema e afirma que a nova imprensa estaria a serviço do Estado, o que nada mais é do que intervencionismo estatal, controle de empresas privadas e oposição ao livre mercado. Tudo isso “em prol” do bem estar social. Ora, isso é economia de esquerda pura! 

A coisa vai ficando mais interessante na medida em que Hitler começa a apontar o socialismo pregado pelo marxismo como algo falso, que, na realidade, pretende fazer exatamente o inverso do que prega: fortalecer o capitalismo. Torna-se claro que Hilter é um socialista que deseja implantar o que ele julga ser o verdadeiro socialismo. Ele diz:
Doravante, só resta ao operário a tarefa de pelejar pelo futuro do povo judeu. Sem se aperceber, entra a serviço da potência que ele tem a ilusão de combater. Com a aparência de deixá-la atacar o capital, é que se pode melhor fazê-la lutar pelo mesmo. Nisso tudo, grita-se constantemente contra o capital internacional, quando em verdade o que se visa e a economia nacional. É esta que importa demolir para que, no seu cemitério, se possa edificar triunfalmente a Bolsa Internacional. 
O processo aí empregado pelo judeu é o seguinte: aproxima-se do trabalhador, finge compaixão pela sua sorte ou mesmo revolta contra seu destino de miséria e indigência, tudo isso unicamente para angariar confiança. Esforça-se por examinar cada privação real ou imaginária na vida dos operários, despertando o desejo ardente de modificar a sua situação. A aspiração à justiça social, latente em cada ariano, é por ele levada de um modo infinitamente hábil, ao ódio contra os privilégios da sorte; a essa campanha pela debelação de pragas sociais imprime um caráter de universalismo bem definido. Está fundada a doutrina marxista.

Apresentando-a inseparavelmente ligada a toda uma série de exigências sociais bem legítimas, vai ele favorecendo sua propaganda e, por outro lado, despertando a aversão da humanidade bem intencionada em satisfazer aquelas exigências, que, expostas da maneira por que o são, aparecem desde o inicio, como injustas, e mesmo de impossível realização. 
É que, sob esse disfarce de idéias puramente sociais, escondem-se intenções francamente diabólicas. Elas são externadas ao público com uma clareza demasiado petulante. A tal doutrina representa uma mistura de razão e de loucura, mas de tal forma que só a loucura e nunca o lado razoável consegue se converter em realidade. Pelo desprezo categórico da personalidade, por conseguinte da nação e da raça, destrói ela as bases elementares de toda a civilização humana, que depende justamente desses fatores. 
Eis a verdadeira essência da teoria marxista, se é que se pode dar a esse aborto de um cérebro, criminoso a denominação de "doutrina". Com a ruína da personalidade e da raça, desaparece o maior reduto de resistência contra o reino dos medíocres, de que o judeu é o mais típico representante. 
Essa doutrina pode ser julgada justamente pelos seus desvarios em matéria econômica e política. Todos os que, de fato, são inteligentes hesitam em entrar no seu séquito, e os outros, a quem falta suficiente atividade intelectual ou preparo econômico, precipitam-se ao seu encontro. O judeu, dentro de suas próprias fileiras, "sacrifica" o elemento inteligente ao movimento, pois mesmo semelhante movimento não se pode manter sem inteligência. Assim cria-se um verdadeiro movimento trabalhista, sob a chefia de judeus. Aparentam visar à melhora das condições dos operários, tendo na mente, porém, em verdade, a escravização e o aniquilamento de todos os povos que não são judeus.
Impressionante esse trecho! Hitler deixa claro que não critica o marxismo tanto por seu conteúdo, mas por sua mentira. Ou seja, Hitler está querendo dizer que concorda com as propostas sociais marxistas, mas que se opõe ao marxismo porque, segundo ele, tudo não passa de um embuste judaico para escravizar as nações. É como se Hitler estivesse dizendo: “Ei! Vocês não são socialistas de verdade! São exploradores do povo!”. Para Hitler era claro que o “socialismo” marxista não passava de capitalismo judeu. A análise que ele faz do panorama mundial da época leva em conta essa concepção.
A internacionalização da economia alemã, isto é, a exploração do trabalho alemão por parte dos financeiros judeus internacionais, somente será praticável em um Estado politicamente bolchevizado. Mas a tropa de assalto marxista do capitalismo internacional judaico só poderá quebrar definitivamente a espinha dorsal do Estado alemão mediante a assistência amigável de fora. Por isso, os exércitos da França devem ocupar a Alemanha, até que o Reich, corroído no interior, seja dominado pelas forças bolchevistas a serviço do capitalismo judaico internacional.
Assim, o judeu é, hoje em dia, o grande instigador do absoluto aniquilamento da Alemanha. Todos os ataques contra a Alemanha, no mundo inteiro, são de autoria dos judeus. Foram eles que, na paz como durante a guerra, pela sua imprensa, atiçaram, premeditadamente o ódio contra a Alemanha, até que Estado por Estado abandonou a neutralidade e assentou praça na coligação mundial, renunciando aos verdadeiros interesses dos seus povos.
As idéias do judaísmo nesse assunto são de uma clareza meridiana. A bolchevização da Alemanha, isto é, a exterminação da cultura do nosso povo e a conseqüente pressão sobre o trabalho alemão por parte dos capitalistas judeus é apenas o primeiro passo para a conquista do mundo por essa raça.
Que Hitler era anticapitalista fica claro aqui. Ele não pretendia destruir todo o sistema capitalista, é verdade. Mas para ser anticapitalista não é necessário ter essa intenção. Basta encarar o capitalismo em seu estado puro como algo ruim e procurar domá-lo através do governo, intervindo intensamente na economia e engessando o livre mercado e a livre concorrência. É aquela velha retórica esquerdista de controlar o “capitalismo selvagem” em prol da sociedade.

Também fica claro aqui que a briga entre marxistas e nacional socialistas era, na verdade, uma disputa entre duas doutrinas de esquerda que almejavam o status de “verdadeiro socialismo”, acusando-se um ao outro de “capitalista”. Esse tipo de disputa dentro do próprio pensamento de esquerda sempre foi muito comum. Revolucionários franceses dividiram-se em jacobinos e girondinos; revolucionários russos dividiram-se em bolcheviques e mencheviques; revolucionários bolcheviques dividiram-se em stalinistas e trotskistas; stalinistas também passaram a fazer oposição aos fascistas (que tinham profundas raízes marxistas). E por aí vai. Nenhuma dessas disputas, contudo, mudou o fato de que todas essas visões são de esquerda.

Hitler continua a acusar o marxismo de ser um socialismo de fachada:
De acordo com as finalidades da luta judaica, que não consistem unicamente na conquista econômica do mundo, mas também na dominação política, o judeu divide a organização do combate marxista em duas partes, que parecem separadas, mas, em verdade, constituem um bloco único: o movimento dos políticos e o dos sindicatos. Esse último é um trabalho de aliciamento. Na dura luta pela existência, que o operário tem que enfrentar, devido à ganância e à miopia de muitos patrões, o movimento lhe propõe ajuda e proteção e a possibilidade de combater por uma melhora nas suas condições de vida. [...].
Na mesma proporção, a chamada burguesia nacional, cega pelo dinheiro, põe os maiores obstáculos a essa luta pela vida, opondo-se contra todas as tentativas de abreviação do horário de trabalho, desumanamente longo, supressão do trabalho infantil, segurança e proteção da mulher, melhoramento das condições sanitárias em oficinas e moradias, etc. 
O judeu, mais inteligente, toma a defesa dos oprimidos. Aos poucos, torna-se o chefe do movimento social. Isso lhe é fácil, pois não se trata, na realidade, de combater com boa intenção as chagas sociais, mas somente de selecionar uma tropa de combate, nos meios proletários, que lhe seja cegamente devotada na campanha de destruição da independência econômica do país. Enquanto a chefia de uma sã política social não aceitar firmemente estas duas diretrizes: conservação da saúde do povo e segurança de uma independência nacional no terreno econômico, o judeu na sua luta não só descurará completamente esses dois problemas, como fará de sua supressão uma verdadeira finalidade. Não deseja ele a conservação de uma economia nacional independente, mas, ao contrário, o seu aniquilamento. 
Em conseqüência, não há escrúpulos de consciência que possam demovê-lo, como chefe do movimento proletário, de fazer exigências, não só exorbitantes, como praticamente irrealizáveis e próprias a acarretar a ruína da economia nacional. Não cogita ele de ver uma geração sadia e robusta, deseja somente um rebanho contaminado e apto a ser subjugado. Com esse desideratum, faz exigências tão destituídas de senso que sua realização (ele não o ignora) se torna impossível e não pode provocar nenhuma modificação do estado de coisas existente. Serve apenas para excitar a massa popular até ao desvario. Isso, porém, é o que ele quer e não a modificação para melhor da situação do proletariado.
Dois pontos devem ser observados aqui. O primeiro é como Hitler se coloca como um genuíno socialista em suas descrições, em oposição aos marxistas, que seriam, segundo ele, embusteiros. O segundo é como Hitler liga cuidadosamente um ponto ao outro. Enquanto ele monta um perfil do inimigo supremo da sociedade (o judeu), dando crédito as suas palavras através de uma análise minuciosa dos mecanismos de engano supostamente usados por este povo, prepara o campo para suas idéias de governo. O parágrafo subseqüente diz:
A chefia do judeu na questão social se manterá até o dia em que uma campanha enorme em prol do esclarecimento das massas populares se exerça instruindo-as sobre sua miséria infinita, ou até que o Estado aniquile tanto o judeu como sua obra. É claro que, enquanto durar a falta de perspicácia do povo, e o Estado se conservar indiferente como o tem sido até hoje, as massas seguirão sempre de preferência aquele, cujas promessas, de ordem econômica, forem as mais audaciosas. Nisso, aliás, o judeu leva a palma, pois nenhum escrúpulo moral entrava a sua ação.
Mais uma vez o esquerdismo de Hitler é patente aqui. Ele invoca o poder do Estado mais uma vez para esclarecer às massas sobre suas misérias e para aniquilar o judeu. O Estado não pode “se conservar indiferente como o tem sido até hoje”. A partir daí, Hitler começa a investir pesado na “justificação” de seu racismo. E ele vai tão longe que afirma que o objetivo do Estado é preservar a raça pura. Diz:
Em face disso, a concepção "racista" distingue a humanidade em seus primitivos elementos raciais, Ela vê, no Estado, em princípio, apenas um meio para um fim e concebe como fim a conservação da existência racial humana. Consequentemente, não admite, em absoluto, a igualdade das raças, antes reconhece na sua diferença maior ou menor valor e, assim entendendo, sente-se no dever de, conforme à eterna vontade que governa este universo, promover a vitória dos melhores, dos mais fortes e exigir a subordinação dos piores, dos mais fracos.
O Estado como ferramenta para o novo mundo e a luta entre raças nos oferece o tom de esquerdismo do nacional socialismo. No marxismo temos classes sociais. No nazismo temos raças. Mas, no fim das contas, temos em ambas as visões de mundo uma polarização da sociedade e um conflito que deve ser travado para que se alcance uma sociedade reformada. Neste momento que entra a função do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Mas a organização de uma concepção do mundo só pode efetuar-se duradouramente sobre a base de uma fórmula definida e clara. Os princípios políticos do partido em formação devem ser como os dogmas para a Religião. Por isso, a concepção racista do mundo tem de tornar-se um instrumento que permita ao Partido as devidas possibilidades de luta, tal como a organização partidária marxista abre o caminho para o internacionalismo. Esse fim visa o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Estava demorando! Depois de fazer toda a análise do problema da sociedade, Hitler vem com a solução, claro! A solução estava em um partido forte, regido por princípios quase religiosos, que iria transformar o Estado em um verdadeiro Estado socialista. Não há nada original neste ponto. O elogio ao fascismo italiano segue os moldes do pensamento esquerdista:
[...] a perseguição da imprensa internacionalista, assim como o constante combate ao marxismo internacional, por outro lado a constante consolidação da doutrina fascista, habilitarão, no curso dos anos, o governo italiano a, cada vez mais, poder servir aos interesses do seu povo, sem receio da hidra judaica.
Veja o raciocínio de Hitler: lutar contra os marxistas era possibilitar o governo a servir aos interesses do povo. Por quê? Porque o marxismo era apenas socialismo de fachada, uma doutrina político-econômica judaica de dominação mundial. A análise de Hitler é extensa. Ele não cita apenas a Itália, mas vários países europeus, explicando que em cada país os judeus agiam de uma maneira diferente para conseguir seus objetivos, sempre de acordo com as características do país. Então, cita a Rússia, falando sobre o perigo do bolchevismo russo para o mundo. Conclui:
Devemos enxergar no bolchevismo russo a tentativa do judaísmo, no século vinte, de apoderar-se do domínio do mundo, justamente da mesma maneira por que, em outros períodos da história, ele procurou, por outros meios, embora intimamente parecidos, atingir os mesmos objetivos. A sua aspiração tem raízes na sua maneira de ser.
Acredito que estes textos deixam bem claro que o antimarxismo de Adolf Hitler nem chega perto de colocá-lo na posição de direitista. A verdade é que Hitler era um esquerdista fervoroso, que considerava o Nazismo como o verdadeiro socialismo e o marxismo como uma doutrina judaica de dominação mundial, a qual ele freqüentemente denominava como capitalismo judaico internacional. 

Um pequeno adendo

Achei por bem colocar um adendo no fim desse artigo. Há pessoas que podem continuar insistindo que Hitler era antimarxista por ser direitista, baseando-se em alguns trechos de Mein Kempf que são apontados por esquerdistas como prova de que Hitler comungava de idéias básicas da direita. Eu gostaria de analisar pelo menos dois desses trechos, a fim de não deixar dúvidas sobre o esquerdismo de Hitler. Os dois trechos que escolhi me parecem ser os mais contundentes e acredito que a análise deles poderá servir de base para a análise de outros que o leitor poderá fazer por si próprio, quando ler o livro. O primeiro trecho é esse:
A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura.
Alegam os esquerdistas que esse trecho é uma prova de que Hitler era de direita por três motivos. Em primeiro lugar, porque ele defende o “princípio aristocrático da natureza”, que seria um princípio no qual a direita acredita e a esquerda repele. Em segundo lugar, porque exalta o individualismo, criticando o marxismo por sua noção coletivista de sociedade. E, em terceiro lugar, porque exalta nacionalidades e raças, que é algo considerado conservador por quem é de esquerda.

Todos esses pontos, contudo, são falhos. Vamos começar pelo tal “princípio aristocrático da natureza”. O que viria a ser isso? Bem, para Hitler esse princípio tinha a ver com a alegação de que existem raças diferentes de homens e que algumas raças são superiores às outras. O pensamento fundamental de direita, no entanto, jamais defendeu uma sandice dessas. Embora seja verdade que muitos direitistas, ao longo da história, tenham sido racistas, tais concepções não passavam de opiniões pessoais que nada tinham a ver com a visão de mundo da direita. Até porque, ser racista independe de posição política. Pode-se ser tanto um direitista racista como um esquerdista racista.

O que a esquerda faz aqui é, na verdade, uma grande confusão. Ela confunde o “princípio aristocrático da natureza”, de Hitler, com o “princípio da diversidade natural”, este sim, defendido pelo pensamento de direita. Segundo tal princípio, os seres humanos nascem com diferenças de habilidades e, dentro dessas habilidades, há ainda quem seja melhor do que o outro. Isso é óbvio e não há preconceito nesta idéia. Por exemplo, em uma sala de aula nem todos são bons em química. Talvez, de 30 alunos, apenas 10 se dêem bem nesta matéria. E dentro destes 10, certamente há um ou dois que é melhor do que os outros. Isso vale para qualquer habilidade. É por isso que existem hierarquias, divisões de funções e até mesmo uma divisão desigual de riquezas. Não obstante, acreditar nisso não significa acreditar em raças naturalmente inferiores ou superiores.

Ironicamente, a idéia de usar o racismo dentro da política para criar grupos de conflito no mundo é uma idéia que encontra maior aporte na esquerda. Afinal, a direita rechaça a idéia de ver o mundo como uma enorme luta entre classes, ao passo que a esquerda se baseia nisso. Burgueses x Proletários; Religiosos x Ateus; Conservadores x Radicais; Brancos x Negros; Heterossexuais x Homossexuais; Machistas x Feministas; Pró-vida x Pró-escolha e etc. O mundo esquerdista é polarizado. Tem que haver um grupo oprimido, que precisa se proteger e se vingar, e um grupo opressor, que precisa ser combatido. O mundo direitista não tem grupos. Só indivíduos. Assim, o princípio de Hitler é apenas uma variação da mentalidade grupal (ou classista) da esquerda.

Quanto à questão da exaltação do individualismo, feita por Hitler, há aqui um paradoxo. Todos reconhecem que o Nacional Socialismo não foi uma doutrina que defendeu a liberdade individual. O simples fato de criar um objetivo único para todos é uma prova de que o regime não tinha a intenção de dar autonomia de pensamento ao indivíduo, mas pretendia controlar sua vida através do Estado. Então, o que será que Hitler quis dizer quando criticou o marxismo por negar o valor do indivíduo?

A explicação é simples. Hitler havia reparado que a doutrina marxista criava uma enorme massa amorfa de pessoas através da mistura de nacionalidades e culturas diferentes. Tudo se perdia nessa mistura, pois a doutrina enxergava a todos como apenas proletários. Raça, cultura, língua, hábitos e nacionalidade eram engolidos por essa massa proletária. Como Hitler era essencialmente nacionalista e racista, ele precisava fazer seus leitores se sentirem desconfortáveis em relação à maneira como o marxismo via as pessoas. O que ele faz? Primeiro, ele mostra como que o indivíduo não tem valor no marxismo, pois é apenas mais um proletário. Depois define o indivíduo em termos de nacionalidade, raça, cultura, língua e hábitos (tudo o que a massa amorfa do marxismo não levava em conta). Por fim, apresenta o nazismo como uma ideologia que valorizava o indivíduo, já que levava em conta o que o definia.

A mágica estava feita. Com essa retórica, Hitler conseguiu fazer as pessoas se sentirem valorizadas dentro do nazismo. Como, de fato, existe um senso muito maior de aproximação entre pessoas de mesma nacionalidade, cultura e etc., elas não se sentiam dentro de uma massa amorfa, mas dentro de uma grande família. Contudo, o suposto individualismo de Adolf Hitler é refutado em seu próprio texto. Observe esse trecho:
O Estado nacionalista racista tem que cuidar do bem-estar dos seus cidadãos, em tudo em que reconhecer o valor da personalidade, e, assim, introduzir, em todos os campos de atividade, aquela produtiva capacidade de direção que só ao indivíduo é concedida.
Veja a contradição: Hitler fala em valorizar a personalidade, o indivíduo, mas deixa claro que isso é obrigação do Estado, bem como é sua obrigação cuidar do bem-estar dos cidadãos. Sabemos o que eles quer dizer com essas palavras. Sua intenção é se intrometer na vida dos cidadãos, através do governo, ditando aquilo que o Estado acha que é bom para o indivíduo. Isso nada mais é do que coletivismo! Individualismo é o Estado deixar o indivíduo por si próprio. 

Com relação à defesa de nacionalidades e raças feitas por Hitler, mais uma vez, isso não é doutrina de direita. A direita acredita em diferenças de habilidades entre as pessoas (o que leva à existência de hierarquia) e no patriotismo, que é bem diferente de nacionalismo. O patriotismo é o amor pela nação, enquanto o nacionalismo é a criação de uma classe política nacional que se opõe às outras nações. E eu torno a dizer que tal visão classista é uma variante da mentalidade classista comum à esquerda.
O segundo trecho que quero analisar é este:
A ação destruidora do judaísmo em vários aspectos da vida do povo, deve ser vista como um esforço constante para minar a importância da personalidade nas nações que os acolhem e substituí-la pela vontade das massas. 
Os esquerdistas alegam aqui que a esquerda sempre prega que o poder seja dado ao povo, ao passo que Hitler abominava isso. Seria esta uma prova de que ele não era de esquerda, mas de direita. Verdade seja dita, Hitler não pregava que o povo tomasse o poder. Mas isso, no máximo, fazia dele um esquerdista mais sincero que os outros neste ponto. Afinal, todos os líderes esquerdistas que prometeram dar o poder ao povo, se tornaram ditadores. Eles não se consideraram ditadores, claro. Eram “representantes” do povo. Mas o fato é que jamais se viu o próprio povo governar. E certamente todo líder sabe que, ao fim de uma revolução, alguém vai ter que tomar as rédeas do governo e receber poderes despóticos. Hitler apenas não fingiu que isso não ocorreria. Foi direto ao ponto: tem que haver um líder.

Isso só reforça seu esquerdismo. Para a direita, a idéia de colocar todo o poder nas mãos do governo, seja por meio de uma só pessoa ou de um só partido, é ridícula, extremamente ridícula. Lembremo-nos dos pais fundadores dos EUA, conservadores até os cabelos. Eles tinham um medo terrível do despotismo. Por isso projetaram uma nação federalista e com um governo central bem limitado. Lógico que os EUA não são mais assim há tempos! Mas eram. E eram porque seus fundadores eram direitistas.

Então, se um homem pretende dar ao Estado um poder ilimitado e se tornar o grande líder da nação, a fim de mudar os problemas do mundo, isso certamente não é nem um pouco conservador. Na verdade, é progressista. O conservador tem medo desse tipo de revolução insana e prefere sempre a prudência. 

31 comentários:

  1. Davi, parabéns pela análise do discurso dos psicopatas nacional-socialistas. Confesso que nunca tive saco para fazer isso. Só acho que ainda não está 100% claro o que é ser de esquerda ou direita no seu texto.
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    Originalmente esses termos se referem aos movimentos revolucionários e antirrevolucionários.
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    A esquerda promove revoluções que buscam a destruição da sociedade existente e a construção de “uma nova sociedade” (“outro mundo possível”). Para isso promovem a concentração dos poderes político e econômico nas mãos do estado. A revolução pode ser feita pela via violenta e/ou pacífica. A estratégia revolucionária adotada vai depender da análise do cenário.
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    A direita, por sua vez, abomina essa idéia de “revolução insana e prefere sempre a prudência”. Entende que a concentração do poder é um mau em si. Para isso buscam o estabelecimento de uma ordem que permita a distribuição dos poderes político e econômico o mais amplamente possível na sociedade. Federalismo, “com um governo central bem limitado”, constituição que limite os poderes do estado, autonomia e independência para os estados e municípios, divisão dos poderes, instituições intermediárias, etc., são instrumentos para evitar a concentração do poder.
    .
    Recomendo a leitura do texto “Hegel, Marx, Hitler e o Totalitarismo” (Mário Ferreira dos Santos): http://www.endireitar.org/site/artigos/socialismo-comunismo/124-hegel-marx-hitler-e-o-totalitarismo

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  2. Pergunta para iniciar o debate: você sabe o que era direita e esquerda naquele contexto?

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  3. Você não demonstra um mínimo de domínio metodológico em História. Pior ainda, induz seu leitor em uma leitura marcadamente revisionista e, ao mesmo tempo, tendenciosa. Por fim, utiliza uma única fonte, sem levar em consideração o contexto de escrita de tal fonte, o pensamento histórico do momento e as motivações do autor a escrever aquilo - o mínimo que se faz em início de uma análise de fonte. Deveria ir à fundo, ao Nazismo da década de 1930. Mas deixo uma pergunta: quando foi que Hitler escreveu o Mein Kampf? Por acaso não foi antes de sua ascensão ao III Reich? Você se preocupou em analisar a política nazista e enquadrá-la no que era direita naquela época? Não. Ao contrário, fez um serviço tacanho, num desespero de jogar o lixo histórico de Hitler para a esquerda. Não me admira esses revisionismos históricos - feitos por não historiadores, e por grande parte de jornalistas - que tentam, mais uma vez criminalizar a esquerda. É essa a mais nova forma de lutar agora: negando tudo que a direita fez. Daqui a pouco você cria uma fórmula que por A+B a ditadura no Brasil fora comunista e os ditadores eram bonzinhos.
    Sua desonestidade intelectual é tão grande, mas tão grande que você esquece até mesmo o inimigo de um artigo que se pretende científico: as referências. Como vou refutar suas citações sem saber a edição do livro que você leu, se é tradução ou original, quem traduziu, quando traduziu, de qual edição você pegou as informações e em qual página estão as citações?
    Não é por nada, mas acho que você devia revisar seu texto, analisar junto com uma bibliografia mínima e reescrevê-lo. Duvido muito que 90% desse seu texto fica em pé.

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    1. Muito bem escrito. Não entendo o motivo que algumas pessoas tem de quererem mudar a história.

      O nazismo é de direita por razões históricas. E também por semelhanças ideológicas, dentre as quais:

      ☻O Estado nazista era Aristocrático, religioso e autoritário (características da direita racionária)
      ☻Era nacionalista, racista e defendia um estado forte (características da extrema direita)
      ☻Isto além de possuir características comuns da direita, como o tradicionalismo, atração por lideres carismáticos.

      Isso tudo além de serem tremendamente capitalistas. Frente aos fatos, meu caro, não há discussão.

      Sendo que o próprio Benito Mussolini, líder do fascismo italiano, declarava-se abertamente de direita.

      ☻Quanto a Frase de Hitler, a razão é óbvia: A maior potência da época era a Rússia, todos queriam copia-la, da mesma forma que hj muitos países copiam os hábitos e a moeda americana. Porém, entre o "dizer" e o "real fato" existe um enorme abismo,

      Não entendo a razão que a direita tem de querer mudar a história, aprendam com seus erros!

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    2. Respondo seus questionamentos nesse texto:

      http://mundoanalista.blogspot.com.br/2013/10/o-nazismo-e-o-fascismo-eram-movimentos.html

      No fim dele, há uma lista de 35 textos-fonte, sendo 15 livros e 20 artigos, boa parte de historiadores, filósofos e economistas.

      Divirta-se.

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    3. Davi, a verdade dói muito, principalmente nos esquerdistas que sofreram lavagem cerebral. A doutrinação começa na escola e termina na faculdade. A grande verdade é que estão tão defasados intelectualmente, que nem têm mais argumentos, que seu tom é sempre de agressão.

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    4. O Felipe Monteiro resumiu bem. O NAZISMO era de EXTREMA DIREITA.
      Tinha todas as características e uma que é pouco apontada e não mencionada. Era um Regime com fanatismo cristão também. No caso não era católico e sim protestante. Tanto é que Hitler tratou logo de copiar a Inglaterra e montar uma Igreja Alemã numa cópia perfeita, mas liderada pelos LUTERANOS e mais trisnta seitas protestantes.
      Parecia uma facção do WASP dos EUA e onde nasceua Ku KLUX KLAN.
      Hitler tmbém tentou atrais os Batistas para junto da IGreja Alemã e funcionou até 1938 quando os nazistas tentaram tirar bo parte do Velho testamento da doutrina da Igreja Alemã.

      Logo no início o atutor já definia que o texto dele sseria mais um para doutrinar as pessoas sem informação histórica e social. Ao ver o perfil no tempo que rolava o texto , eu vi que o texto seria muito parcial.
      Ao ler proletariado junto a social-democracia eu tive a certeza que seria muita enrolação num texto aparentemente bem escrito, mas que desisti antes do primeiro terço.
      É só mais uma vã tentativa de ligar o Nazismo a esquerda e para isto eles apela para tudo. Até forjar uma moeda no-vi-nha com o símbola da águia alemã segurando uma foice e martelo, até as manipulação com o nome socialista no nome do partido. A mesma lógica eles deveriam usar para afirmar que a ex- Alemanha Oriental é que era Democrática, pois carregava isto no nome.

      Se em 1938 a Revista TIME deua Hitler o título de HOMEM DO ANO.
      Eu aqui penso como faltava lógica naqueles tempos também nos EUA. Onde a FORD, IBM e o Banco do Patriarca dos Bush se uniram aos grandes Capitalistas da Alemanha com suas poderosas Bayer, Basf, Siemnes, Aliiens, AGFA , grandes siderúrgicas, metalúrgicas e empresas de mídia em pró do Nazismo.

      O resto é o que todo mundo sabe porque é história.

      A razão que a direita tem de querer mudar a história é a vergonha do maior regime anticomunista ser o Nazismo e o segundo o Fascismo Italiano, ambos na verdade fascistas só que o Nazismo ainda carregou o Racismo em alto grau. E o carcinoma Direitista nazi ainda vive em pequenas doses non Brasil, Europa e em grande tamanho na Ucrania.

      O Mundo em breve verá a Direita extgema se levantar novamente em nova forma de nazismo, mas contra os imigrantes.
      Já está acontecendo contra os bulgaros, últimos a entrar na CE e os ucranianos serão as p´roximas vítimas, mas destes não tenho pena.

      perdão pela digitação, mas o teclado está impraticável.

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    5. Prezado Dinho,

      Eu sou de direita há uns três anos. Defendo um mercado mais livre, com pouca intervenção do governo na economia, baixos impostos, menos burocracia, mais competição entre as empresas privadas, Estado descentralizado e enxuto e, finalmente, a total ojeriza a movimentos que pretendem construir outra sociedade e fazer do governo um herói. Isso é o que a direita sempre defendeu. É o que políticos como Wiston Churchill, Ronald Reagan, Margaret Tatcher e Angela Merkel sempre defenderam. É o que lemos nos escritos de Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Fréderic Bastiat, Stuart Mill, Eugen von Bohn-Bayerk, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek, Russell Kirk, Milton Friedman e etc.

      Se você pegar essas ideias todas e extremá-las, o que você consegue não é o nazismo ou o fascismo. Você consegue o laissez-faire ou mesmo o anarco-capitalismo. É uma questão de lógica. Se sou cético quanto ao governo e a transformação do mundo, bem como liberal em economia, eu fico ainda mais cético e ainda mais liberal se me torno extremista e não crentes no governo e intervencionistas em economia.

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    6. Dentre as várias inverdades que proliferam na internet.a mais patetica é relativa à um suposto esquerdismo de Hitler.

      Não é muito difícil descobrir qual era a opinião de Hitler sobre a esquerda, que na República de Weimer era representada principalmente pelos socialdemocratas, comunistas e anarquistas.

      Uma das alegações falaciosas sobre o suposto esquerdismo de Hitler seria a sua política econômica.

      Segundo um certo discurso neoliberal, a direita prega “menos intervenção” e a esquerda “mais intervenção”.

      É uma oposição simplista e maniqueísta, que ignora a luta da esquerda por igualdade social em oposição à naturalização das desigualdades sociais promovida pela direita.

      A política econômica nazi-fascista nada tinha de socializante.

      Eram medidas anti-crise e militaristas, suspendendo o pagamento da dívida externa que sufocava o Estado, regulamentando mercados e ampliando gastos públicos para proteger e garantir a expansão dos negócios privados, priorizando acima de tudo o investimento militar.

      Um fato pouco conhecido é que a ditadura hitlerista implantou o primeiro programa de privatização massiva de empresas estatais e serviços públicos da história.

      Por que nossos coxinhas insistem nessa mentira?

      Alguns direitistas preferem saídas retóricas como “todo extremismo é mau” para se referir ao nazi-fascismo, sem negar que tenha sido um movimento político de direita.

      Outros direitistas simpatizam abertamente com o nazi-fascismo e tentam convencer os outros que não existiram campos de extermínio onde opositores e minorias eram torturados, escravizados e exterminados em escala industrial, apesar de estes fatos já estarem amplamente comprovados por uma grande massa de documentos.

      A direita tenta demonizar a esquerda como um mal absoluto, e heroicizar a direita como salvadora da pátria.

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    7. Davi Carlos, achei interessante o texto, mas vejo alguns equivoco, como vc mesmo cita no inicio e vem destrinchando, existem várias tendencias "esquerdistas", assim como exitem várias ideologias de direita. Vc não pode apenas presumir que Hitler seja de esquerda avaliando apenas os aspectos econômico, isso talvez seja apenas o único fato que esteja a seu alcance.

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  4. "Pergunta para iniciar o debate: você sabe o que era direita e esquerda naquele contexto?"

    Caro Sr. "Anônimo". Basicamente, a direita sempre foi relacionada ao conservadorismo político. O conservadorismo político faz oposição a doutrinas progressistas, revolucionárias e idealistas. O conservador político é aquele cara que tem medo de grandes inovações. Ele prefere fazer reparações dentro do sistema em que está em vez tentar destruir tudo e reformular toda a sociedade. Uma leitura de Edmund Burke, chamado "o pai do conservadorismo moderno" é essencial para compreender o pensamento conservador político moderno (refiro-me ao conservadorismo político - não confundir com outros tipos de conservadorismo, como o religioso, por exemplo).

    Não houve grandes mudanças no conservadorismo político moderno de Burke até a II Guerra, exceto o fato de que o conservadorismo se acoplou cada vez mais ao liberalismo clássico. No contexto da II Guerra Mundial, um bom exemplo de conservador político foi Winston Churchill. Ele seria, portanto, de direita. Não vejo nenhuma dificuldade aqui.

    Agora, pelo modo como você escreve, você é daqueles que coloca lado a lado Hitler e Winston Churchill. Então, é complicado discutir. Afinal, o pensamento de ambos era diametralmente oposto.

    Aliás, você segue a mesma linha de Stálin. Para Stálin, todo mundo que não concordava com ele era de direita. Dentro dessa visão é possível haver direitistas dentro do próprio comunismo. Não dá para levar esse seu tipo de "metodologia" a sério.

    "Por fim, utiliza uma única fonte, sem levar em consideração o contexto de escrita de tal fonte, o pensamento histórico do momento e as motivações do autor a escrever aquilo - o mínimo que se faz em início de uma análise de fonte".

    Quanto ao contexto histórico e as motivações de Hitler, não há muito o que dizer. A tese explorada no meu texto era que Hitler só se opunha ao marxismo porque achava que o marxismo era um socialismo falso que pretendia dar poder aos judeus. Eu não tirei essa tese do nada. O contexto foi dado: a Europa estava repleta de judeus espalhados, o sentimento antissemita era comum e a Alemanha passava por uma situação muito ruim pós-I Guerra. Nada disso é novidade. Todo mundo que já estudou um pouco de história conhece esses fatos. Daí foi que Hitler começou a formular sua teoria de que os judeus eram os culpados de tudo e que o marxismo era um embuste judaico. O restante está no próprio Mein Kampf. O que você quer a mais?

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    1. Não é surpresa ver o nome de Churchill mencionado aqui num texto que fala de Hitler e Nazismo. Churchill era uma grande racista e se na questão de Estado Totalitário não estaria ao lado de Hitler, porém numa escada de oito degraus do Racismo, Churchill ocuparia tranquilamente o quinto ou sexto degrau, assim como boa parte dos ingleses. Ele era um defensor da higiene racial e entusiasta do malfadado Darwinismo social e o defendia publicamente. Não é surpresa também, pois a teoria racista de Hitler foi bebida no poço do britânico Houston Chamberlain e sua teoria idiota da Raça Ariana. Hitler foi inclusive um dos poucos a comparecer no enterro de Houston Chamberlain.
      Churchill poderia ter mudado a história a favor de Hitler caso tivesse logrado êxito no Parlamento ao tentar convencer a Noruega e Suécia a dar direito de passagem para atacarem os Russos na Guerra da do Frio. O mesmo direito de passagem que a Hungria, Romênia e Bulgária negaram a Rússia que pretendia atacar a Alemanha antes desta atacar a Polônia e o resto da Europa.
      Churchill nem foi presente no ato de fim da Guerra, pois os ingleses souberam das intrigas que fez entre Roosevelt e Charles de Gaulle. Roosevelt foi experto e vi em de Gaulle todas as características de um ditador e não confiava em Churchill.
      Clement Attlee sim foi um verdadeiro estadista pós Churchill ao fazer do sistema de ensino inglês o que é hoje e criar o sistema de Saúde pública exemplo para todo Mundo. Além é claro de libertar a Índia, Paqustão e todas as outras nações do julgo inglês. Mas você deve preferir a Margaret Thatcher.
      Você tentou desqualificar um comentário usando o argumento da história, mas não sabe nada dos fatores históricos, econômicos e sociais que levaram a Alemanha a mergulhar em duas Guerras e a posição dos judeus na economia da Europa.
      E parece que do livro de Hitler foi pego para interpretar tudo de forma horrenda como se fosse a Bíblia. Mas faltaram todos os pensamentos que mostram claramente que Hitler era da Direita e não de esquerda, ao criticar o sistema igualitário do Maxismo contra a defesa da diferença d classes e o princípio da Aristocracia que ele achava natural.
      O Nazismo e o Maxismo da URSS eram iguais apenas na política do Militarismo como hoje é os EUA.

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    2. Prezado Dinho,

      Acho interessante como você pegou apenas um nome que eu citei, dentre tantos. Por que não pegou o Hayek, por exemplo, que escreveu "Caminhos da Servidão", onde ele demonstra como o intervencionismo está na base de movimentos como nazismo e fascismo?

      Interessante também é como você foca em um aspecto do pensamento de Churchill que não tem a ver nem com direita, nem com esquerda. Você, que é tão entendido de história, deve saber que o darwinismo social influenciou em maior ou menor grau autores e políticos tanto de direita como de esquerda. Deve saber também que houve autores e políticos racistas de ambos os lados. Usar isso como ideia de um dos espectros não está correto.

      Você diz que eu não entendo nada de fatos históricos. Na verdade, eu só tenho uma interpretação diferente da sua. Eu sigo a linha de raciocínio dos autores que veem a Revolução Francesa como um movimento de grandes excessos que legou ao mundo uma mentalidade de reconstrução da sociedade. Essa mentalidade consegue englobar diversos modelos, mas todos eles se baseiam nessa premissa. E por se basearem nisso, defendem uma forte intervenção do governo na economia e são contrários a um mercado mais livre. Há dezenas e dezenas de autores consagrados que falam sobre isso.

      Agora, me parece que o seu problema está com o rótulo. Você não quer que todos os movimentos revolucionários e intervencionistas sejam chamados de esquerda. Ok. Podemos usar outro termo aqui. Autores como Hayek também usaram outro termo, em vez de esquerdistas. Vamos tentar? Talvez idealistas, que tal? Ou reconstrucionistas? Ou estatistas?

      Uma coisa é certa: jogar os autores liberais em economia e antirrevolucionários no mesmo saco de nazistas e fascistas é uma idiotice. Quando o primeiro grupo tem suas ideias extremadas, eles não se tornam semelhantes ao segundo grupo. Ao contrário, se tornam mais ferrenhos opositores.

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  5. "Deveria ir à fundo, ao Nazismo da década de 1930".

    O foco do meu texto não é o Nazismo da década de 1930, mas o antimarxismo de Hitler exposto em seu próprio livro. Se você quer saber mais sobre o Nazismo em si, tem um texto muito interessante no site do Luciano Ayan em que ele analisa o plataforma de governo do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Deixo aqui o link:

    http://lucianoayan.com/2012/07/15/sera-o-nazismo-de-extrema-direita-not-so-fast-junior/

    Ademais, para saber mais sobre a política Nazista e entender porque ela está muito mais para a esquerda do que para a direita, eu indico os seguintes livros e textos:

    1. Gregor, Antony James. Marxism, Fascism and Totalitarianism: Chapters in the Intellectual History of Radicalism. Stanford University Press, 2008.

    2. Overy, Richard. Os Ditadores - A Rússia de Stalin e a Alemanha de Hitler. José Olympio, 2009.

    3. Gellately, Robert. Lênin, Stálin e Hitler: A Era da Catástrofe Social. Editora Record, 2010.

    4. Kuehnelt-Leddihn, Erik. Leftism Revisited. Regnery Pub, 1991 (Segunda Edição).

    5. Goldberg, Jonah. Fascismo de Esquerda. Editora Record, 2009.

    6. Carvalho, Olavo de. A Mentalidade Revolucionária. Diário do Comércio (Editorial), 2007.

    7. Carvalho, Olavo de. Ainda a Mentalidade Revolucionária. Diário do Comércio (Editorial), 2007.

    8. Kekes, John. Por que Robespierre escolheu o Terror? Front Page Magazini (traduzido por Jorge Nobre do blog da Juventude Conservadora da UNB).

    9. Block, Walter. Religião e Libertarianismo. Lew Rock Well, 2008 (traduzido por Renan Felipe do site Direitas Já).

    10. Johnson, Paul. Tempos Modernos (O Mundo dos anos 20 aos 80). Editora Bibliex.

    11. Gray, John. Cachorros de Palha. Editora Record, 2005.

    12. Gray, John. A Missa Negra. Editora Record, 2009.

    "Sua desonestidade intelectual é tão grande, mas tão grande que você esquece até mesmo o inimigo de um artigo que se pretende científico: as referências. Como vou refutar suas citações sem saber a edição do livro que você leu, se é tradução ou original, quem traduziu, quando traduziu, de qual edição você pegou as informações e em qual página estão as citações?".

    Realmente eu não coloquei as referências. Eu fiquei com preguiça porque não coloquei a referência a cada trecho que digitei. Então, quando acabei, me deu desânimo de procurar. Mas vou colocar assim que tiver tempo.

    Muito obrigado pelos seus elogios e sua polidez. Volte sempre. ;D

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  6. Parabens. ótimo texto, muito nobre da sua parte desmistificar essas verdades intangiveis em que os idiotas funcionais acreditam, continue com o bom trabalho

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  8. Quem lutou pelo capitalismo na Alemanha ? mesmo que nao fosse um capitalismo liberal,mas sim coorporativista,assim como todos os que existem até hoje,como os EUA ,por exemplo =) ... Quem era cristão e defendia valores tradicionais da família,moralismos ... ? Quem apoiava a ideia de que existem etnias inferiores,mesmo raciocínio que fez com que os europeus escravizassem os negros ha decadas antes ? Os portugueses que vieram pegar nosso ouro eram socialistas ! hahahahahaha amiguinhos,cuidado que o patrão ta explorando =*

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    1. "Quem lutou pelo capitalismo na Alemanha ? mesmo que nao fosse um capitalismo liberal,mas sim coorporativista,assim como todos os que existem até hoje,como os EUA ,por exemplo =)".

      Amigo, desculpe-me, mas você escreve tão mal que é difícil de entender qual é a sua crítica. Vou tentar adivinhar. Você quer dizer que Hitler não era socialista e nem de direita porque "lutou pelo capitalismo na Alemanha". Porque, para você, capitalismo, mesmo que seja corporativista, é sinônimo de direita e nada tem a ver com socialismo. É isso?

      Bom, se você tivesse realmente lido o texto (porque você não leu, só passou os olhos) saberia que sua "argumentação" é inválida. Em primeiro lugar, porque não existe só um tipo de socialismo no mundo. Você está pensando nos moldes do socialismo marxista e em sua fase avançada (comunismo), na qual a sociedade não tem mais propriedade privada, nem empresários. Mas nem só de marxismos vive o mundo. Há vários tipos de socialismo, inclusive socialismos que não pretendem destruir o sistema capitalista. O socialismo da revolução francesa era um desses. Atualmente ainda há a social-democracia, o socialismo chavista e etc. No meu texto, eu argumento que Hitler defendia um tipo de socialismo e não o socialismo marxista, que prega a extinção do capitalismo. Sua argumentação não logra êxito aqui.

      "Quem era cristão e defendia valores tradicionais da família,moralismos ... ?".

      Hitler era muito cristão. Igual a Madre Tereza de Calcutá. Um excelente discípulo de Cristo... Ah, poupe-me desse tipo de argumento. Além de ser insustentável, não diz absolutamente nada. E se Hitler fosse um cristão de verdade? E aí? O que se segue disso politicamente? Seu argumento não vai a lugar nenhum.

      "Quem apoiava a ideia de que existem etnias inferiores,mesmo raciocínio que fez com que os europeus escravizassem os negros ha decadas antes ?".

      Unh, e daí? Cadê o argumento? Você está criticando o quê mesmo?

      "Os portugueses que vieram pegar nosso ouro eram socialistas !".

      Cara, vai estudar história. Você mistura as épocas e os contextos todos. Faz o maior carnaval.

      "hahahahahaha amiguinhos,cuidado que o patrão ta explorando =*".

      Amigo, quem deve estar sendo explorado é você, que não aprendeu nem a escrever. Eu leio, escrevo, batalhei, consegui um emprego e vivo bem hoje.

      Abraços.

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  9. davi caldas, parabéns pelo texto. eu estava prestes a ler o "minha luta" devido a certas discussões e esta análise me poupou muito tempo, além de ser muito proveitosa. confirmou palpites que eu tinha e esclareceu lacunas que não entendia.
    dito isso, tenho um ponto que gostaria q vc comentasse. Hitler estava convencido de que havia um complô judeu para dominar o mundo. o que vc comentou confirma isso, pois no texto há um trecho onde diz que para hitler os judeus ganham seja com a implantação do marxismo (doutrina judia), seja com a vitória do capitalismo internacional (dominado pelos judeus).
    hoje sabemos que há sim um complô para acabar com a liberdade do mundo, que segundo o professor Olavo, tem 3 blocos, russo-chinês, islâmico, e o mais importante, o representado pelos rockfeller, rothchilds entre outros.

    minha pergunta: não teria hitler entendido o interesse dos rothchilds e rockfellers mas se enganado quanto à raça dos mesmos, fazendo uma generalização, em vez de entender que o problema era esse grupo?

    ou ainda, sabia de tudo isso, mas intencionalmente botou a culpa na raça judia, em vez de responsabilizar o dito grupo?

    novamente, parabéns pelo texto, aguardo teu comentário!

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    1. Amigo Gabriel, obrigado pelo comentário.

      Bom, existem dois tipos de ditadores: aquele que acredita realmente no que está fazendo e aquele que não acredita, mas se utiliza da crença para alcançar o poder e se manter lá. A meu ver, Hitler pertencia ao primeiro grupo. Penso que as evidências pontam para o fato de que ele realmente acreditava em um plano de dominação mundial orquestrado pelos judeus. Uma vez crendo fortemente nisso, ele partia dessa premissa para interpretar tudo o que ocorria no mundo. Assim, grandes fundações e famílias capitalistas como a Rockfeller e etc., fossem compostas por judeus ou não, provavelmente eram vistos por ele como parte integrante do plano judaico. Ou eles eram marionetes dos judeus, ou eram aliados, ou estavam a poucos passos de uma dessas duas situações. A solução: criar um Estado forte que pudesse, em breve, assumir o controle dessas fundações, a fim de fazê-las servir aos interesses do Nacional Socialismo alemão.

      Abraços!

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    2. era exatamente o que estava pensando. o anti-semitismo era forte na época e acho que foi fácil fazer essa relação errônea, qual seja, o problema era a "raça" judaica e não o dito grupo. suspeito que henry ford fosse anti-semita pelo mesmo motivo, apesar de não ter provas para tanto. no livro "pequena história da desinformação" de vladimir volkoff, ele fala dos protocolos dos sábios de sião, alega que era falsificação russa e Hitler o cita no mein kampf.

      só queria compartilhar esse palpite. pode ser que tu tenha mais informações. abraço

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  10. Não deixa de ser irônico que essa “nova direita” neoconservadora e neoliberal que faz essa propaganda enganosa tenha muitas ideias em comum com os nazi-fascistas: o antimarxismo, a paranoia conspiratória, o militarismo, o policialesco, o racismo/xenofobia, o machismo/homofobia e o conservadorismo religioso.

    Nossos coxinhas dizem que Hitler era de esquerda porque o nazi-fascismo teria supostamente aprofundado a intervenção do Estado na economia.

    Alguns dirão que a ditadura nazi-fascista combateu os “capitalistas judeus” e até citarão uma frase de origem duvidosa.

    E o mais repetido, dirão que o partido hitlerista tinha o termo “nacionalsocialista” em seu nome.

    Qualquer um que acompanhe a política partidária-eleitoral brasileira adquirirá uma convicção firme:

    Q nome do partido tem pouco ou nada a ver com o conteúdo das suas práticas.

    Termos como “nacional”, “democrático”, “popular”, “progressista” ou “social” são tão banalizados e usados por partidos tão diferentes (ou excessivamente iguais) entre si que perderam o sentido.

    O partido de Hitler era o NSDAP – “NazionalSozialitisch Deutsche Arbeiter Partei” (Partido Nacionalsocialista Operário Alemão).

    O “NazionalSozialismus” era abreviado como “Nazismus” e considerado a versão alemã do nazi-fascismo.

    Na Espanha os fascistas se chamavam “falangistas”, na Croácia “ustaches”, na Romência, “guardas-de-ferro”, no Brasil “integralistas”, e na Itália, “fascistas”.

    A ideologia nazi-fascista era um amalgama de racismo, machismo, conservadorismo, militarismo, anti-semitismo, anti-marxismo e expansionismo.

    A organização partidária de Hitler recebeu forte apoio financeiro e político dos principais capitalistas alemães, com exceção daqueles que origem judaica.

    Não é muito difícil atribuir uma frase a alguém:

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  11. Basta criar uma frase e dizer que fulano de tal a disse.

    Uma pessoa viva pode te acusar de difamação e calúnia se você fizer isso. Quando você faz o mesmo em relação a uma figura histórica, é importante ter provas.

    Os reacionários adoram criar memes estúpidos atribuindo supostas frases anticapitalistas a Adolf Hitler.

    Em geral, sem fonte alguma, mas muito raramente, algumas frases citadas tem fontes duvidosas.

    Preferimos uma base mais sólida, então recorremos a um livro que Hitler publicou em vida e que não é difícil de achar na internet, o “Mein Kampf” (Minha Luta).

    A quem tiver estômago para os delírios de Hitler, pode conferir um conjunto de frases sobre o marxismo.

    Estas são as palavras escrita do próprio autor, retirada de seu livro, o Mein Kampf, na tradução de Klaus Von Puschen, publicada pela editora Centauro em 2001.

    Página 22: “Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo”

    Página 43: “Só o conhecimento dos judeus ofereceu-me a chave para a compreensão dos propósitos íntimos e, por isso, reais da social-democracia. Quem conhece este povo vê cair-se-lhe dos olhos o véu que impedia descobrir as concepções falsas sobre a finalidade e o sentido deste partido e, do nevoeiro do palavreado de sua propaganda, de dentes arreganhados, vê aparecer a caricatura do marxismo”

    Página 51: No pequeno círculo em que agia, esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo e pensava atingir esse objetivo, mas o contrário é o que acontecia sempre.”

    Página 53:”A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da terra.

    "Se o judeu, com o auxílio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana e, então, o planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter.”

    Página 63: “A democracia do ocidente é a precursora do marxismo, que sem ela seria inconcebível. Ela oferece um terreno propício, no qual consegue desenvolver-se a epidemia. Na sua expressão externa – o parlamentarismo – apareceu como um monstrengo de “lama e de fogo”, no qual, a pesar meu, o fogo parece ter-se consumido depressa demais. ”

    Página 116: “Pela segunda vez na minha vida, analisei profundamente essa doutrina de destruição [o marxismo] – desta vez, porém, não mais guiado pelas impressões e efeitos do meu ambiente diário, e sim dirigido pela observação dos acontecimentos gerais da vida política. […]

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    1. Prezado Castelli,

      antes de responder qualquer comentário seu, quero que me diga o que você entende por:

      – Capitalismo
      – Socialismo
      – Comunismo
      – Liberalismo Econômico
      – Esquerda
      – Direita
      – Fascismo
      – Nazismo

      Quero uma definição curta, sintética, de cada um desses termos. Definidos os termos, terei como argumentar. Sem isso, é bastante provável que fiquemos aqui discutindo sobre tópicos cujos significados são diferentes para cada um de nós; o que, obviamente, não vai levar à lugar nenhum.

      Att.,

      Davi Caldas.

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  12. Na moral, se não for o melhor, é um dos melhores textos analise que já li sobre a posição politica e pensadora de Hitler! Parabéns pelo artigo! Abraço.

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  13. Excelente texto Sr Davi Caldas! E lembrando alguns petistas e ateus aqui, que foram os cristãos conservadores que aboliram a escravidão no Brasil por exemplo. Os ajustes do cristianismo e o conservadorismo, são alguns dos fatores que mantiveram o Ocidente em pé frente ao perigosíssimo islã e sua shariah até hoje.

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  14. Texto bem detalhado, mas existe um livro que fale das ideologias políticas e a partir daí insira o nazismo em alguma? Parabéns pelo texto

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  15. Davi, ótimo texto. Lendo os comentários, fica clara a tentativa desesperada e sem argumento lógico de desvincular o nazismo da esquerda. Há quem queira definir direita até como ser ou não ser religioso! Ao passo que não fazem qualquer análise de quanto a como deve ser a organização do Estado ou a liberdade econômica, estes os conceitos que de fato definirão direita ou esquerda.

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  16. A melhor análise feita sobre o livro de Hitler, parabéns!

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  17. "O mundo direitista não tem grupos. Só indivíduos." Não mesmo?....
    Li devaneios tal como os do Hitler, e não, não é por você ser de direita, até porque isso é irrisório, só acho curioso o fato de pessoas de direita esquerda sempre atribuirem uns aos outros a responsabilidade ideológica do que o Hitler fez, você agil como uma pessoa de esquerda, foi tão passional que deixou brechas ou ignorou propositadamente aspectos nos seus próprios discursos, se faz realmente necessário enquadrar esse movimento de um lado? Não haveria algum outro propósito? Você não foi holístico como pensa, sem falar que suas interpretações assim como as do Hitler podem não estarem tão corretas quanto pensa, apesar de assim como foi com ele existirem pessoas aqui apoiando, servindo o mesmo para os de esquerda....

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  18. Interessante que o meu comentário feito anteriormente não foi publicado.
    Não seja passional...

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